Grafia dos estrangeirismos

 

Não há propriamente normas rígidas para a grafia dos estrangeirismos, mas existe a tendência geral de destacá-los de algum modo, principalmente naquele caso de formas gráficas incompatíveis com o sistema gráfico português. Em textos manuscritos, aqueles estrangeirismo que mantêm forma gráfica incompatível com o sistema gráfico da língua portuguesa e não são de nosso uso cotidiano, podem ser colocados entre aspas. No caso dos textos impressos, podem aparecer em tipo gráfico diferente daquele empregado no restante do texto. Segundo certos princípios de normas técnicas para trabalhos acadêmicos, os latinismos devem ser sempre sublinhados.

Se a palavra ou expressão não tiver correspondente em português ou se este for pouco usado, recorra então ao termo estrangeiro, que vem no mesmo corpo do texto e não em destaque: stand by, hardware, entourage, apartheid etc.

O Estado de São Paulo, Manual de redação e estilo, 3 ed. São Paulo, Moderna, 1997.

Em muitos casos, as palavras estrangeiras já se incorporaram ao português em sua grafia original, tornaram-se indispensáveis no uso cotidiano e são grafadas sem aspas nem negrito. Exemplos rock, show, status, outdoor, punk, Know-how, sparring etc. Apenas as palavras estrangeiras não incorporadas deverão ser grafadas entre aspas (e não em negrito).

Folha de S.Paulo, Manual de redação, São Paulo, 1984.

 
   

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