Levantando mãos santas

Texto de reflexão de 26/04/2006 (Grupo Cáritas)
Livro Pão Nosso
Pelo Espírito de Emmanuel
Pág. 179

Neste trecho da primeira epístola de Paulo a Timóteo, recebemos recomendação de serviço.
Alguns aprendizes desejarão lobrigar no texto apenas exortação às atitudes de louvor; no entanto, o convertido de Damasco esclarece que devemos levantar mãos santas em todo lugar, sem ira sem contenda.

Não se referia Paulo ao ato de mãos postas que a criatura prefere sempre levar a efeito, em determinados círculos religiosos, onde, pelo artificialismo respeitável da situação, não se justificam irritações ou disputas visíveis. O apóstolo menciona a ação honesta e edificante do homem que colabora com a Providência Divina e reporta-se ao trabalho de cada dia, que se verifica nas mais recônditas regiões do Globo.

Lendo-lhe o conselho, é razoável recordar que o homem, no esforço individualista, invariavelmente ergue mãos, na tarefa diuturna. Se administra, permanece indicando caminhos; se participa de labores intelectuais, empunha a pena; se opera no campo, guiará o instrumento agrícola. Paulo acrescenta, porém, que essas mãos devem ser santificadas, depreendendo-se daí que muita gente move os braços na obra terrestre, salientando-se, todavia, a conveniência de se ajuizar da finalidade e do conteúdo da ação despendida.

Se desejas aplicar o raciocínio a ti próprio, repara, antes de tudo, se a tua realização vai prosseguindo sem cólera destrutiva e sem demandas inúteis.
 


 

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