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Anexo (1) -
Anexo (2) -
Anexo (3)
O plano astral e o duplo etérico
“Sempre que poderíamos
ter dado um exemplo de prova, com referência a fatos ocultos, sem qualquer
possível objeção, sempre algo acontecia para frustrar a finalidade da
prova.” (C. W. Leadbeater).
Quando indagamos do
Mestre, sobre este assunto, fomos informados que Eles propositadamente
evitaram qualquer fenômeno que pudesse ser absolutamente comprovado em
matéria de prova. Era Seu plano que, enquanto a humanidade estivesse no
presente estágio, em que a um grande número de mentalidades poderosas falta
um adequado desenvolvimento moral, nenhuma oportunidade se dará a estas
inteligências inescrupulosas para terem uma confiança completa na existência
de poderes ocultos. Enquanto houver ceticismo nessa matéria, a humanidade
estará protegida de ser explorada por inescrupulosos. Já sabemos quanto a
humanidade tem sido explorada econômica e industrialmente pelas mentalidades
egoístas que controlam os recursos da natureza. Quão grande calamidade
ocorreria se essas mesmas mentalidades pudessem também utilizar poderes
ocultos para a exploração, não é difícil de conceber, mesmo a alguém dotado
de pequena imaginação.
APRESENTAÇÃO
Todos nós, embora na
maior parte não tenhamos dado por isso, vivemos no seio de um vasto,
invisível e populoso mundo. Quando dormimos ou quando no estado de êxtase,
os nossos sentidos entram momentaneamente num estado de inação, podemos até
certo ponto ter consciência desse mundo e muitas vezes acontece trazermos,
ao despertar, recordações mais ou menos vagas, do que lá vimos ou ouvimos.
Quando, por ocasião dessa transição a que vulgarmente chamamos morte, o
homem se despoja totalmente do corpo físico, é nesse mundo invisível que ele
ingressa e lá fica vivendo durante os longos séculos que medeiam entre as
suas encarnações nesta existência terrestre. A maior parte desses longos
períodos, a sua quase totalidade mesmo, é passada no mundo-céu, ou
Devachan. O presente trabalho é dedicado à parte inferior desse mundo
invisível após a morte – o Hades ou mundo inferior dos gregos, o purgatório
ou etapa intermédia dos cristãos, e que os alquimistas da Idade Média
chamavam “plano astral”.
O plano astral “existe”.
Não me refiro ao conceito metafísico que diz nada haver de real, porque tudo
é transitório, a não ser o Absoluto não manifestado.
Tudo o que existe nesse
plano não dura, naturalmente, mais do que os objetos do plano físico, mas,
precisamente como estes, não deixa de ser uma realidade cuja existência não
temos o direito de ignorar, simplesmente pelo fato de a grande maioria da
humanidade não ter por enquanto consciência dela, ou, quando muito, apenas a
pressentir vagamente.
Ninguém pode ter uma
compreensão nítida das doutrinas da Religião-Sabedoria, se não souber e não
compreender conscientemente que no nosso sistema solar existem planos
perfeitamente definidos, cada um formado pela sua matéria de diferentes
graus de densidade, e que alguns desses planos estão abertos à visita e à
observação dos que conseguiram obter os requisitos necessários para isso,
exatamente como qualquer país estrangeiro está ao alcance do turista.
Os planos chamam-se, por
ordem decrescente de densidade da matéria que os forma, respectivamente,
físico, astral, mental ou devachânico, búdhico
e nirvânico. Acima destes há ainda dois, mas tão além das
nossas atuais faculdades de percepção que, por enquanto, não nos ocuparemos
deles. A matéria que forma esses planos é absolutamente a mesma; a sua
densidade em cada um deles é que difere: é como se houvesse um composto de
água-gelo, outro de água-líquido, outro de água-vapor etc., e realmente os
estados da matéria a que chamamos sólido, líquido e gasoso, não são mais do
que as três subdivisões inferiores da matéria pertencentes ao plano físico.
É matéria ainda mais
rarefeita a que forma os outros, mas, na essência, é a mesma matéria.
A matéria
física apresenta, na verdade, sete graus ou ordens de densidade, denominados
atômico, subatômico, super-etérico, etérico, gasoso, líquido e sólido. Todos
esses graus de densidade estão representados na composição de nosso veículo
físico, que comporta duas divisões bem distintas: o corpo denso, composto de
sólidos, líquidos e gases, e o corpo etérico ou duplo etérico, como também é
chamado, constituído pelas quatro ordens mais tênues de matéria física. Esse
duplo etérico não é, bem dizer, um veículo de consciência independente.
Veremos mais adiante que ele recebe e distribui a força vital proveniente do
sol (prana), ligando-se intimamente à saúde física; que possui certos
chakras ou centros de força que lhe são próprios, cada qual desempenhando
uma determinada função.
Os
alquimistas, na Idade Média, diziam que a matéria era formada por terra,
água, ar e fogo. Terra: sólido, água: líquido, ar: gasoso; fogo: etérico
(com suas 4 subdivisões, totalizando 7 subdivisões, como em todos os demais
planos).
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Química oculta |
Física |
Exemplo |
Função |
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E1 – atômico |
Eletrônico |
Elétron |
Utilizada pelo pensamento
em sua passagem de um cérebro a outro |
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E2 - subatômico |
Núcleo positivo |
Partícula alfa (mésons e
nêutrons) |
Utilizada pelas “formas mais
sutis de eletricidade” |
|
E3 – super-etérico |
Núcleo neutralizado |
Nêutron |
Utilizada pela luz |
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E4 – etérico |
Atômico |
N. nascente
H. atômico |
Utilizada pela corrente
elétrica comum e pelo som |
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Gasoso |
Gás molecular etc |
H2, N2 ou compostos gasosos |
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O corpo
etérico fornece os elementos da substância conhecida por ectoplasma.
O duplo
etérico tem duas funções principais: a primeira é a de absorver o Prâna ou
Vitalidade e enviá-lo a todas as regiões do corpo físico; a segunda é a de
servir de intermediário ou ponte entre o corpo físico e o corpo astral. E é
importante assinalar que no duplo etérico encontram-se certos centros (chakras),
por meio dos quais podemos tomar conhecimento do mundo etérico e dos
inúmeros fenômenos etéricos.
O duplo
etérico pode ser separado do corpo físico denso por um acidente, pela morte,
pela anestesia e pelo mesmerismo. No caso de anestésicos, a insensibilidade
é conseqüência forçada da expulsão do duplo etérico do corpo físico. Demais,
a matéria etérica assim expulsa leva consigo o corpo astral, amortecendo
igualmente a consciência neste veículo; assim, quando o anestésico cessa de
atuar, não subsiste, em geral, na consciência cerebral nenhuma recordação
do tempo que passou no veículo astral.
É tão estreita
a ligação entre os corpos denso e etérico, que uma lesão neste se traduz por
uma lesão naquele, fenômeno este curioso, conhecido por repercussão. Sabe-se
que a repercussão é igualmente possível com o corpo astral; em certas
condições, a lesão deste último se reproduz no corpo físico denso.
Pessoas de
membros amputados queixam-se, às vezes, de dores nas extremidades do membro
cortado, isto é, no lugar que este ocupava. A razão disto é que a
contraparte etérica do membro amputado não foi retirada com a parte física
densa.
São
sete os princípios constitutivos da natureza humana. Para elucidação do
leitor, damos a seguir uma relação dos mesmos, segundo os compêndios
teosóficos mais fidedignos:
Tríada
Superior, a espiritual: Átma, ou Espírito;
Budhi, ou Intuição – o princípio crístico;
Manas, ou o Pensador, a Inteligência (corpo mental, com duas
subdivisões: superior e inferior).
Quaternária Inferiror, a Personalidade Mortal (o corpo astral "morre"):
Kâma, ou natureza passional e emocional (o corpo astral);
Prâna, ou Vitalidade, energia vital;
Duplo Etérico, ou Veículo de Prâna;
e o Corpo Físico.
No
anexo continuaremos o tema duplo etérico (prana, aura, chakras e suas
funções).
A região
astral, que vou tentar descrever, forma o segundo destes grandes planos da
natureza – o imediatamente superior (ou inferior) a este mundo físico, tão
conhecido de nós todos, e onde vivemos. Tem-se lhe chamado “o reino da
ilusão”, não porque em si seja mais ilusório do que o mundo físico, mas
porque as impressões que dele trazem os observadores pouco treinados são
extremamente vagas e impalpáveis, oferecendo, portanto, pouco crédito, fato
devido a duas causas principais: em primeiro lugar, os seus habitantes têm o
poder maravilhoso de mudar constantemente de forma com uma enorme rapidez, e
de exercer, por assim dizer, uma espécie de magia ocasional sobre aqueles à
custa de quem se querem divertir; e em segundo lugar, a faculdade de ver
nesse plano é muito diferente da faculdade visual que nos é dada no plano
físico. É, além disso, extraordinariamente mais desenvolvida, pois, um
objeto é, por assim dizer, visto por todos os lados ao mesmo tempo. Olhando
para um sólido com a vista astral, o olhar abrange não só o exterior mas o
interior do corpo; compreende-se, portanto, que seja extremamente difícil
para um observador com pouca prática ter compreensão nítida do que vê,
extrair da imagem confusa, que pela primeira vez se lha apresenta à vista, a
noção verdadeira do seu significado, e, acima de tudo, é-lhe quase
impossível traduzir o que realmente vê, servindo-se da pobre linguagem de
que usa diariamente. (..)
É evidente
que o que realmente aspiramos é a vida do espírito, e que seria um
verdadeiro desastre ficarmos satisfeitos com a obtenção da consciência
astral, desistindo de um desenvolvimento mais elevado. Há, é certo, quem
tenha um Karma tal que é dispensado do plano astral, podendo logo de
princípio começar pelo desenvolvimento das faculdades mentais mais elevadas.
Mas isso é uma exceção. Devemos, portanto, concentrar-nos em abrir o nosso
caminho passo a passo, lentamente, e visto que é esse plano astral o
imediatamente a seguir ao nosso mundo de matéria mais densa, é nele que
devemos começar as nossas primeiras experiências superfíscas.
A visão
astral pode obter-se por vários processos, e entre eles, o muito conhecido
de fixar longamente um cristal.
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